Maior ídolo do Flamengo, Zico convoca a torcida a assinar petição para que a Nação Rubro-Negra seja reconhecida como a primeira “Nação simbólico-cultural” do planeta.
O Flamengo voltou a surpreender o mundo do futebol com mais uma ação de marketing ousada e carregada de simbolismo. Nesta terça-feira (09/09/2025), o clube lançou oficialmente uma campanha inédita: pedir à Organização das Nações Unidas (ONU) que reconheça a Nação Rubro-Negra como a primeira “Nação simbólico-cultural” do planeta.
A iniciativa reforça não apenas a força esportiva do time, mas também a dimensão cultural e social que envolve seus mais de 45 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil e pelo mundo.
Zico dá voz à Nação
O lançamento foi marcado por um pronunciamento histórico de Zico, maior ídolo da história do Flamengo, transmitido diretamente do Maracanã pela FlamengoTV. Na fala, o eterno camisa 10 ressaltou a grandiosidade da torcida e a relevância da campanha.
“Se fôssemos um país, teríamos a 36ª maior população do mundo. Somos mais de 45 milhões de pessoas unidas por uma mesma bandeira, por uma mesma cultura e por um mesmo sentimento que atravessa gerações.” – declarou Zico.

O discurso buscou traduzir em palavras o que a torcida rubro-negra sente no dia a dia: que o Flamengo ultrapassa as barreiras do futebol e já se tornou uma identidade coletiva que atravessa gerações.
Um movimento global
De acordo com o clube, o objetivo da campanha é engajar a torcida em torno de um movimento simbólico, consolidando uma realidade já reconhecida: a de que o Flamengo é um fenômeno cultural que vai além do esporte.
O pedido à ONU, ainda que simbólico, teria o papel de validar internacionalmente o que já é visto em arquibancadas, ruas e comunidades estrangeiras: a paixão rubro-negra é uma das maiores expressões coletivas do futebol mundial.
Para reforçar a participação popular, foi criada uma petição digital, disponível em peticao.flamengo.com.br, na qual os rubro-negros podem apoiar a causa.

A Nação que não tem fronteiras
Em seu pronunciamento, Zico fez questão de destacar que a Nação Rubro-Negra não se define pela geografia, mas pelo sentimento coletivo.
“Pleiteamos que a ONU reconheça que existe uma Nação que se forma não pela geografia, mas pelo sentimento coletivo. Uma Nação que tem sua música, histórias, heróis, costumes, tradições e, principalmente, um povo espalhado por todo o planeta.” – afirmou o Galinho.
A fala sintetiza o conceito da campanha, que busca destacar a riqueza cultural que acompanha o clube: cânticos, símbolos, tradições e rituais que se repetem não apenas no Maracanã, mas também em encontros de torcedores pelo mundo afora.
Estratégia de marketing
A campanha foi criada pela Artplan, com estratégia da agência Quintal, responsável pelos desdobramentos em diferentes meios. A ação foi pensada para dialogar com casos internacionais de marketing esportivo e cultural, colocando o Flamengo em evidência no cenário global.
Além do pronunciamento oficial de Zico, transmitido pela FlamengoTV, a campanha terá ativações digitais, conteúdos multiplataforma e ações de engajamento, reforçando o caráter inovador da iniciativa.
Com mais de 45 milhões de torcedores — número que colocaria o Flamengo entre os países mais populosos do mundo —, a ação traduz em termos institucionais o que já é visível nas ruas e estádios: a torcida rubro-negra é um fenômeno coletivo, cultural e social.

Um fenômeno além do futebol
O Flamengo não é apenas o clube mais popular do Brasil. Sua torcida se tornou uma manifestação cultural que ultrapassa o esporte, com influência em áreas como música, arte e moda. O pedido de reconhecimento à ONU, portanto, é mais um passo no sentido de consolidar essa identidade em escala internacional.
De arquibancadas lotadas a manifestações espontâneas em outros países, a paixão pelo clube carioca já se tornou uma espécie de passaporte cultural. O que a campanha busca agora é transformar essa realidade em um símbolo oficial. É mais do que uma jogada de marketing, é uma maneira de valorizar a paixão que une milhões de pessoas ao redor do mundo.
