Flamengo vence Pyramids, conquista a Challenger Cup e vai à final do Intercontinental contra o PSG - Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Flamengo usa a cabeça, vence o Pyramids e fica a um passo de conquistar o mundo novamente

Flamengo faz 2 a 0 com autoridade, chega à final da Copa Intercontinental e terá o PSG como último obstáculo para coroar uma temporada histórica

O Flamengo está novamente a um passo do topo do futebol mundial. Em um roteiro que parece cuidadosamente escrito pelo destino, o Rubro-Negro venceu o Pyramids por 2 a 0, no último sábado, avançou à final da Copa Intercontinental e terá a chance de repetir o feito de 1981, 44 anos depois da primeira conquista. Na próxima quarta-feira, às 14h (de Brasília), no Catar, o adversário será o poderoso Paris Saint-Germain, atual campeão europeu.

A vitória sobre os egípcios confirmou mais do que a superioridade técnica do Flamengo. Reforçou a marca de um time que aprendeu a competir em alto nível, a se adaptar às circunstâncias do jogo e, sobretudo, a vencer. Sob o comando de Filipe Luís, o clube construiu uma temporada quase irretocável, com os títulos do Campeonato Carioca, da Supercopa do Brasil, do Brasileirão e da Libertadores. O Intercontinental surge como o último capítulo de uma trajetória que já entrou para a história.

Ajustes de Filipe Luís e domínio rubro-negro

Para o confronto contra o Pyramids, Filipe Luís promoveu mudanças importantes em relação à semifinal diante do Cruz Azul. Danilo, Everton Cebolinha e Plata começaram entre os titulares, nos lugares de Léo Ortiz, Samuel Lino e Bruno Henrique. Mais do que as trocas, chamou atenção a postura do Flamengo desde os primeiros minutos. Com posse de bola que ultrapassou os 80% em determinados momentos do primeiro tempo, o Rubro-Negro se impôs, venceu a maioria dos duelos e controlou o ritmo da partida.

O gol que abriu o placar saiu aos 23 minutos, em jogada ensaiada. Após cobrança de falta precisa de Arrascaeta, Léo Pereira apareceu livre na área e cabeceou firme para o fundo das redes. O lance sintetizou bem o momento do Flamengo: organização, leitura de jogo e eficiência.

Léo Pereira faz o primeiro gol do Flamengo contra o Pyramids na vitória por 2 a 0 - Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Léo Pereira faz o primeiro gol do Flamengo contra o Pyramids na vitória por 2 a 0 – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Cabeça fria para administrar e decidir

O segundo tempo começou com um breve susto. O Pyramids encontrou espaços entre os setores do Flamengo e conseguiu finalizar duas vezes nos primeiros minutos. A resposta, porém, foi imediata e novamente de cabeça.

Em nova cobrança de falta de Arrascaeta, Danilo subiu mais alto que a defesa adversária e ampliou o placar, esfriando qualquer reação egípcia. O segundo gol deu tranquilidade ao Flamengo, que passou a administrar a vantagem sem abdicar do controle da partida.

Arrascaeta e Danilo comemoram gol do Flamengo contra o Pyramids no Mundial - Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Arrascaeta e Danilo comemoram gol do Flamengo contra o Pyramids no Mundial – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

A partir daí, Filipe Luís usou bem o elenco. Pensando na final, promoveu substituições estratégicas, preservou peças importantes e reduziu a intensidade do jogo. O Pyramids até teve mais posse de bola em determinados momentos, mas não conseguiu transformar isso em perigo real.

Mais do que os gols marcados de cabeça, o Flamengo mostrou maturidade mental para conduzir o resultado. Soube quando acelerar, quando cadenciar e quando simplesmente deixar o tempo passar, algo fundamental em torneios curtos e decisivos.

Temporada histórica e o desafio final contra o PSG

A classificação à final da Copa Intercontinental é o ponto culminante de uma temporada exaustiva e vitoriosa. Desde janeiro, o Flamengo disputou 78 partidas e emplacou conquistas nesta temporada:  Supercopa, Carioca, Brasileirão e Libertadores. A queda para o Bayern de Munique na Copa do Mundo de Clubes, meio do ano, ficou como aprendizado, e não como trauma.

Agora, o desafio é diferente, mas igualmente imponente. O PSG representa o que há de mais forte no futebol europeu atual. Ainda assim, o Flamengo tem motivos para acreditar. O elenco é experiente, o modelo de jogo está consolidado e Arrascaeta vive mais um momento de protagonismo com a camisa 10, sendo decisivo também na campanha intercontinental.

O retorno de Pedro, mesmo por poucos minutos, foi outro sinal positivo. Recuperado de lesão, o atacante surge como opção importante para a final, ampliando as alternativas ofensivas do treinador.

Pedro voltou de lesão contra o Pyramids e pode jogar final contra o PSG - Foto: Adriano Fontes/Flamengo
Pedro voltou de lesão contra o Pyramids e pode jogar final contra o PSG – Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Times já se conhecem

Flamengo e PSG já se enfrentaram em três ocasiões, todas em amistosos, com retrospecto equilibrado: uma vitória para cada equipe e um empate. O primeiro duelo aconteceu em 1975, e o Mais Querido levou a melhor por 2 a 0. Quatro anos depois, foi o PSG quem saiu com a vitória, superando o Rubro-Negro por 3 a 1. O terceiro e último duelo até aqui aconteceu em 1991, as equipes ficaram no empate por 1 a 1 nos 90 minutos, mas o Flamengo superou os rivais franceses nos pênaltis por 3 a 1 e conquistou o Torneio de Paris. 

Nada disso, porém, se compara ao peso histórico do duelo que será disputado em Doha. Pela primeira vez, os clubes decidem um título mundial em jogo oficial.

Na quarta-feira, o Flamengo entra em campo para tentar repetir 1981 e escrever mais um capítulo eterno de sua história. O caminho até aqui foi de inteligência, consistência e vitórias. Para conquistar o mundo de novo, será preciso manter a cabeça no lugar — e jogar ainda mais.

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