Flamengo domina o continente, reafirma seu poderio técnico e transforma Lima no palco de um novo capítulo histórico: o primeiro brasileiro tetracampeão
Em pleno território inca, o Flamengo escreveu mais uma das páginas mais impactantes de sua história ao se tornar tetracampeão da Libertadores. A noite no Monumental “U”, em Lima, carregada de tensão, expectativa e simbolismo, reafirmou o que as últimas temporadas vêm apontando: o clube rubro-negro alcançou um patamar continental que poucos imaginavam ser possível há uma década.
A equipe de Filipe Luís, que já havia demonstrado ao longo do torneio uma superioridade técnica incontestável, apresentou novamente atributos que sustentam sua condição de melhor time das Américas. Mesmo diante do Palmeiras — seu maior antagonista no futebol brasileiro recente — o clube carioca assumiu o protagonismo da final e transformou a cordilheira que abraça o estádio em testemunha de um novo império rubro-negro.

A consolidação de um time moldado para vencer
O Flamengo atual carrega em sua identidade a máxima que o torcedor sempre pede, que é para o clube ser moldado para se impor diante de qualquer adversário, em qualquer circunstância. A final em Lima expôs essa verdade. A equipe encurralou o rival, impôs ritmo, técnica e mentalidade vencedora.
Atuações individuais também reforçaram o caráter dominante do time. Varela, em grande noite, foi o principal escape pelas laterais. Carrascal deu profundidade e inteligência aos ataques, dialogando com Bruno Henrique e Arrascaeta, enquanto Everton Cebolinha, nos minutos finais, tratou a bola como uma oferenda sagrada para conduzir o time rumo ao topo continental.
A cabeçada definitiva de Danilo, após cobrança milimétrica de Arrascaeta, consolidou em um único lance toda a evolução do clube. A imagem do zagueiro rubro-negro voando alto como um urubu para cabecear firme e fazer o gol do título, será eternizada ao lado de momentos icônicos da história do clube em Libertadores.

Dez anos que mudaram tudo
A conquista rubro-negra ganha contornos ainda mais marcantes quando comparada ao passado recente. Em 2015, por exemplo, o Flamengo ocupava o 12º lugar no Brasileirão, muito distante dos holofotes e afogado em problemas internos. Eliminado precocemente em competições nacionais, o time parecia distante da elite sul-americana.
Mas o clube virou a chave. Se reestruturou financeiramente, profissionalizou processos, ampliou investimentos e construiu elencos capazes de competir em qualquer nível. E assim renasceu como potência — uma potência alinhada ao tamanho de sua torcida.
O resultado é incontestável: Venceu sua quarta Libertadores, a terceira em sete anos, e consolidou um modelo de futebol e gestão de clube que inspira grande parte do continente.

O favoritismo confirmado com a maturidade de Filipe Luís
O Flamengo fez valer seu favoritismo em uma final tensa, estratégica e de margens mínimas. Apesar da discussão em torno da não expulsão de Pulgar no primeiro tempo, o desempenho rubro-negro foi superior em todo o conjunto da obra. Com mais posse de bola, mais aproximação da área adversária e mais volume ofensivo, o time de Filipe Luís buscou o gol com insistência até encontrá-lo.
O Palmeiras, por sua vez, não teve repertório para reagir com consistência. Tentou cruzamentos, chutões, tentou explorar contra-ataques, mas encontrou um Flamengo concentrado, sólido e maduro — qualidades que faltaram em outros momentos da temporada, mas que se tornaram presentes na hora mais decisiva.
A conquista também eleva o status de Filipe Luís, que em poucos meses de carreira como técnico já se coloca entre os nomes mais promissores do país. Ele organizou a equipe, potencializou jogadores e fez o Flamengo jogar conforme seu tamanho exige.

Um presente vitorioso e um futuro sem limites
O tetra é, ao mesmo tempo, consequência e prenúncio. Consequência da reconstrução feita desde 2013 e prenúncio de um ciclo que parece estar apenas começando. O Flamengo volta ao Rio para, contra o Ceará, no Maracanã, na quarta-feira, com uma vitória simples confirmar o título brasileiro e, de quebra, o clube já garantiu a vaga para a Copa Intercontinental e para o próximo Mundial de Clubes.
E a sensação é clara: se o Flamengo do passado parecia improvável, o Flamengo do futuro parece ilimitado.
Mais uma vez Lima testemunhou e o continente reconheceu. O primeiro tetracampeão da Libertadores no Brasil se chama Flamengo.


2 comentários em “Flamengo consolida supremacia e se torna tetracampeão da Libertadores”