Filipe Luís durante treino no Catar antes de jogo contra o Cruz Azul - Foto: Divulgação / Flamengo

Filipe Luís afasta favoritismo, analisa Cruz Azul e ajusta Flamengo para estreia na Copa Intercontinental

Técnico elogia intensidade mexicana, compara estilo a clubes brasileiros e prepara Flamengo para duelo decisivo que abre o caminho rumo à final com o PSG.

O Flamengo inicia, nesta quarta-feira (10), mais um capítulo de seu calendário internacional. Às vésperas da estreia na Copa Intercontinental, em Doha, o técnico Filipe Luís concedeu entrevista coletiva no Catar e reforçou um discurso claro: apesar da temporada vitoriosa e do título recente da Libertadores, não há favoritismo contra o Cruz Azul, primeiro adversário da campanha rubro-negra.

O treinador destacou que os mexicanos apresentam características que exigem atenção máxima e chegam ao torneio com identidade de jogo bem definida. 

“O Cruz Azul é um time com ideias claras: pressiona muito, com muita força física, duelos e perseguições individuais…”, afirmou. 

Segundo ele, a equipe tem estilo parecido com o Bragantino de Vagner Mancini e o Atlético-MG de Cuca, especialmente na fase defensiva, além de meio-campistas de alta qualidade técnica.

Flamengo chega no Catar, para disputa do Intercontinental 2025 - Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Flamengo chega no Catar, para disputa do Intercontinental 2025 – Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Cruz Azul: intensidade, força e respeito máximo

Filipe Luís não economizou elogios ao adversário, ressaltando que o Cruz Azul costuma dominar partidas pela capacidade de pressionar e controlar o jogo com a bola. O técnico também revelou que, desde a chegada da delegação rubro-negra ao Catar, no último domingo, tem estudado profundamente o estilo mexicano e se impressionado com o conjunto.

“É um time muito competitivo, muito bem treinado. A liga mexicana é muito disputada, com poder financeiro grande. Defendem de maneira agressiva, tentando ser protagonistas”, observou. 

Para Filipe Luís, a filosofia do Cruz Azul é parecida com a que deseja implementar no Flamengo: intensidade, pressão e busca constante pelo controle da partida.

Mesmo com a eliminação recente no Apertura Mexicano — algo que pode abalar o moral da equipe, segundo jornalistas locais — os mexicanos chegam carregando o peso de um elenco talentoso, com meio-campo de alto nível e ataque comandado pelo uruguaio Gabriel Fernández. Essa força coletiva sustenta a cautela rubro-negra.

Treino do Flamengo no Catar para a disputa do Intercontinental - Foto: Divulgação/Flamengo
Treino do Flamengo no Catar para a disputa do Intercontinental – Foto: Divulgação/Flamengo

Última atividade no Catar define escalação rubro-negra

Antes do duelo, o elenco realiza na tarde desta terça-feira (09), no CT Al Erssal, o último treinamento antes da estreia. 

A provável escalação: Rossi; Varela, Danilo (ou Léo Ortiz), Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho, Arrascaeta, Carrascal, Samu Lino (ou Cebolinha) e Bruno Henrique.

Ainda assim, Filipe Luís mantém cautela e indica que decisões finais serão tomadas no treino desta manhã, considerando desgaste, estratégia e características do adversário.

O Flamengo chega ao Intercontinental com moral elevado após vencer o Palmeiras por 1 a 0, no dia 29 de novembro, conquistando a Libertadores e garantindo vaga no torneio. Agora, busca repetir a boa impressão deixada no último Mundial de Clubes, disputado nos Estados Unidos.

Treino do Flamengo no Catar para a disputa do Intercontinental - Foto: Divulgação/Flamengo
Treino do Flamengo no Catar para a disputa do Intercontinental – Foto: Divulgação/Flamengo

Caminho até o PSG: mexicanos e egípcios no horizonte

Superar o Cruz Azul é apenas o primeiro passo. Diferentemente do antigo formato de Mundial, que colocava sul-americanos diretamente na semifinal, o novo modelo da Fifa exige classificação dupla para alcançar a grande final contra o campeão europeu — neste ano, o Paris Saint-Germain.

O vencedor do duelo desta quarta enfrenta o Pyramids (Egito) no sábado (13). Quem levar a Challenger Cup encara o PSG no dia 17, também em Doha.

O Cruz Azul, heptacampeão da Concachampions, chega ao torneio com elenco forte e experiência internacional. Já o Pyramids, fundado em 2008, vive seu melhor momento histórico, após conquistar a Liga dos Campeões da África pela primeira vez. A equipe egípcia já eliminou Auckland City e Al Ahli na Copa África-Ásia-Pacífico e conta com jogadores de destaque, como Fiston Mayele e Walid El Karti.

Com preparação intensa, análise detalhada do adversário e discurso de humildade, Filipe Luís conduz o Flamengo para a estreia com foco total no presente — mesmo que o PSG brilhe como atração distante no horizonte. Antes disso, há um duelo de força, estratégia e identidade diante de um Cruz Azul que promete testar cada limite rubro-negro.

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