Podendo ser campeão nesta quarta-feira, Flamengo projeta escalação alternativa contra o Mirassol, mudança de calendário e ajustes estratégicos para chegar competitivo ao torneio no Catar
O Flamengo vive uma semana decisiva que vai muito além da luta pelo título do Campeonato Brasileiro. Campeão da Libertadores e prestes a confirmar mais uma taça nacional, o Rubro-Negro se vê diante de um quebra-cabeça logístico que influenciará diretamente sua preparação para a Copa Intercontinental, marcada para começar no dia 10 de dezembro, no Catar. A expectativa pelo título antecipado tem provocado debates internos, estudos da CBF e um planejamento que muda a cada novo cenário.
A prioridade do clube segue sendo o Brasileirão. Por isso, o duelo desta quarta-feira contra o Ceará, às 21h30, no Maracanã, será encarado com força máxima, dentro do possível. Filipe Luís, que terá apenas um treino com o elenco completo antes da partida, dependerá de avaliações médicas para definir a escalação. Com 75 pontos, o Flamengo garante o título com uma vitória simples. Em caso de tropeço, passa a depender de resultado do Palmeiras, que soma 70.

CBF avalia antecipar Mirassol x Flamengo
A partir do apito final, o departamento de futebol poderá finalmente fechar a agenda que envolve o jogo contra o Mirassol, a viagem ao Catar e a estreia no Intercontinental. O confronto da 38ª rodada é o ponto de partida dessa logística — e pode nem ocorrer na data inicialmente prevista. A CBF estuda antecipar a partida para sábado, caso o título seja confirmado nesta quarta-feira. O objetivo é claro: oferecer ao Flamengo um dia extra de descanso antes do torneio internacional.
A antecipação, porém, não depende apenas da conveniência do Rubro-Negro. O Mirassol ainda briga por vaga na Libertadores e precisa chegar matematicamente resolvido à última rodada para não ser prejudicado. A disputa direta com Fluminense, Botafogo e Bahia deixa o cenário sensível. Por isso, a CBF trabalha com cautela antes de bater o martelo.

Título antecipado muda a estratégia do Flamengo
Internamente, o clube vê a mudança com bons olhos. Uma viagem longa, aliada ao desgaste acumulado em uma temporada que já soma 73 jogos, faz qualquer período adicional de recuperação ser valioso. O Flamengo, inclusive, abriu mão de realizar a festa de comemoração da Libertadores no último domingo para manter o foco total na reta final do Brasileirão e na preparação para o próximo desafio.
A comissão técnica também monitora a situação física de jogadores importantes. Léo Ortiz, que disputa vaga com Danilo, ainda depende da avaliação do treinador. Já Pedro trabalha intensamente para ter condições de atuar em algum momento do Intercontinental, mesmo que parcialmente.
Se o Flamengo confirmar o título antecipado, é grande a probabilidade de Filipe Luís escalar um time alternativo, preservando titulares e abrindo espaço para jovens da base e atletas pouco utilizados. Caso contrário, a delegação só viajará após o jogo de domingo, previsto para o dia 7, chegando ao Catar em cima da estreia — marcada para 10 de dezembro contra o Cruz Azul. Se vencer, encara o Pyramids no dia 13; avançando, enfrenta o PSG na decisão do dia 17.

Intercontinental e desgaste: os desafios finais da temporada
Esse ajuste de rota ocorre numa temporada especialmente desgastante. Caso alcance a final da Intercontinental, o Flamengo fechará o ano com 78 partidas, um número que evidencia o desafio físico enfrentado pelo elenco. Até agora, são 73 jogos disputados, divididos entre Carioca, Copa do Brasil, Brasileirão, Supercopa, Libertadores e Mundial de Clubes.
No horizonte, o Flamengo enxerga não apenas a chance de conquistar mais um título internacional, mas a oportunidade de coroar uma temporada histórica com uma dobradinha inédita entre Libertadores e Brasileirão — e, quem sabe, ir além no cenário mundial. Tudo depende de uma quarta-feira que pode, mais uma vez, mudar completamente o rumo da equipe na temporada.
